domingo, 15 de novembro de 2009

"Ars gratia artis" ou, de como o fazer arte é necessidade intrinseca do ser humano

Note o desenho corporal no modelo abaixo (à direita) o desenho orgânico definido  pela diferença nas cores do adorno limitados por uma linha imaginária... pura arte!


O indivíduo abaixo (à esquerda) com o  acessório sobre a cabeça e seu aparente desequilíbrio (a vagem da esquerda maior do que a da direita) faz lembrar os conceitos de Umberto Eco sobre a ambiguidade da linguagem estética em seus tratados de "semiótica",


Note a efemeridade dos adornos e a originalidade com que cada indivíduo se adorna com o que encontra no seu cotidiano... se enfeitam simplesmente pelo prazer de fruir e exibir o belo.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Escadaria de lei



Fotos extraídas do "Google earth"

Sendo que "todos" os europeus do primeiro mundo são extremamente preocupados com a preservação de recursos naturais não renováveis... e preocupadíssimos são também com a incapacidade dos países do "terceiro mundo" de gerirem de forma responsável as reservas naturais existentes em seus territórios, a ponto de postularem formas de exercício de uma "gestão conjunta" de áreas de interesse ecológico relevantes existentes em "paízinhos irresponsáveis", Pasme!!!.... toda esta imensa escadaria de acesso à biblioteca Françoise Miterrand em Paris é revestida em... madeira de lei (há quem jure que é IPÊ)... Agora, se for realmente ipê (esclareça quem certeza tiver...) sabido que o ipê é uma árvore "pouco encontrada" na França (?) de onde terá vindo tão grande volume de madeira?

O IPÊ

do gênero Tabebuia (antes Tecoma), pertencente à família das bignoniáceas, podendo ser encontrada em seu estado nativo por todo o Brasil. Há muitos séculos, o ipê - também chamado de pau-d’arco, no Norte - vem sendo apreciado tanto pela excelente qualidade de sua madeira, quanto por seus efeitos ornamentais, decorativos, e até medicinais

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


Espírito Capturado


Espírito Capturado,...Alma capturada, ...alma "ânima","folego de vida"... o viver, o existir,... a ídeia capturada... o ambíguo, o sutil, o improvável detido e exposto indelevel. O inconfessável, o efêmero, para sempre congelados para serem visitados por todos os olhos... A foto devassa o olhar e o gesto, desnuda para sempre as intenções, o desprezo, o medo, o desamparo e a dignidade ameaçada.
A captura é necessária pois num "átimo", o que não se conseguiu deter se perdeu...


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a
confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve), as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E, enfim, converte em choro o
doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.


Mudam-se os Tempos
Luiz de Camões


fotos retiradas do site
www.picture-indian.com/